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12 Passos diante de uma crise no negócio

Alguma vez na vida, pelo menos, passamos por uma crise financeira. Uma crise tem como consequência principal uma diminuição do fluxo de caixa da empresa. Ela pode resultar de:

  • Conflito entre os sócios;
  • Descontrole nas finanças;
  • Má administração do estoque;
  • Pouco investimento na qualidade dos serviços;
  • Falta de comunicação sobre as estratégias da empresa…

As crises são frutos das falhas. Os seus efeitos só aparecem quando a crise já está em estágio avançado. Como naturalmente toda empresa quer crescer e diante de novos desafios, a chance de falhar é grande, então, é muito importante detectar a crise enquanto ainda é incipiente.

A crise é a combinação de perigo com oportunidade. O bom empreendedor enxergam oportunidades onde a maioria enxerga dificuldades, pois ele aprende com erros e os transforma para crescer.

As crises expõem os pontos fracos ou vulneráveis da empresa, mas podem jogar luz nas nossas virtudes e na nossa capacidade de superação. Diante dela, é necessário manter o otimismo e o ânimo de recuperação e isso não significa ignorar seus efeitos mais profundos. O otimismo tem que estar baseado nas soluções concretas que o empresário vê para o problema.

O caixa da empresa não é o primeiro a sinalizar que algo não vai bem. Há também, dois indicativos importantes:

  • Fuga de clientes;
  • Falta de integração entre gestor e equipe: a comunicação truncada ou sem orientação, onde ninguém sabe exatamente o que pode comunicar, cria um clima propício a boatos.

Uma vez detectada a crise, para geri-la, é necessário:

  1. Montar um plano de crise: crie um comitê de gestão da crise para dar respostas rápidas como dizer quem será pago primeiro e o que será feito com o dinheiro que entrar no caixa;
  2. Ser transparente na comunicação: ter ação direta. Chamar todos para uma reunião e dizer o que está acontecendo. Essa atitude firme evita resistências comuns;
  3. Ordenar a comunicação: pode-se nomear um porta-voz oficial da alta administração que comunica tanto internamente como externamente as ações que estão sendo tomadas;
  4. Atenção aos funcionários: só se consegue ter funcionários comprometidos e produtivos quando se valoriza a equipe, com salários coerentes e feedbacks realistas. Lembre-se eles são os primeiros clientes da sua empresa.
  5. Contratar especialistas: advogados ou consultores podem ser contratados para ajudar a diluir o problema. Nesse caso, é melhor atrelar o valor pago aos resultados que ele atingir, sob contrato de risco, evitando pagar um custo fixo;
  6. Controlar o fluxo de caixa: controle o capital de giro e o estoque. Manter estoques altos acarretam maiores custos e diminuem o caixa. Durante crises, as vendas diminuem e os estoques devem acompanhar essa diminuição.
  7. Criar novas estratégias de venda: busque manter o mesmo volume desenvolvendo clientes menores para manter o nível de ganho. Busque a diferenciação no atendimento e novos mercados. Faça promoções inteligentes. Ofereça produtos que estão parados no estoque por preços menores. Apesar de ter uma margem de lucro menor, acaba sendo vantajoso, pois dá fôlego para continuar o negócio.
  8. Observar o mercado: veja o que a concorrência tem feito durante a crise e se as iniciativas deles estão dando certo e se se aplicam a sua empresa. Parceiras podem até ser firmadas para que a saúde do segmento seja mantida. Encontre pessoas em eventos e converse sobre as soluções que elas criaram.
  9. Ouvir seu cliente: aproxime-se dos clientes e veja seu comportamento na crise. Mantenha uma relação transparente e direta com eles e busque melhorar o atendimento.
  10. Investir em comunicação: As estratégias de marketing nunca podem ser eliminadas. Elas devem ser aumentadas. Revise seu mix de marketing. É um erro diminuir gastos com comunicação durante a crise.
  11. Esteja aberto a mudanças: tanto de ideais quanto de procedimentos e processos. Fazer as mesmas coisas durante crises é muito arriscado, pois tende a obter os mesmos resultados. Revise todas as atividades, desde o momento que o cliente o procura até a entrega do produto/serviço.
  12. Inovação: empresas que têm capacidade de se inovar conseguem driblar a crise. A inovação pode ser aplicada em produtos e serviços, resolução de problemas e simplificação de processos. Um ambiente colaborativo e de respeito à iniciativa dos colaboradores ajuda nesse sentido, pois abre-se o caminho para discussões de idéias e planos inusitados.